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SEO, palavra-chave: paranoia

 

SEO, palavra-chave: paranoia

Não tenho dúvida que o termo SEO se tornou um dos mais usados quando se quer falar de marketing digital. Sinto isso porque todo mundo quer estar nas primeiras páginas do Google em um mercado cada vez mais concorrido para tal e com uma diminuição de espaços orgânicos em meio a inúmeras formas de anúncios que o buscador oferece. Participo de grupos no Facebook sobre o assunto e todo dia tem postagens sobre o que mudou, sobre o que dá certo, o que dá errado, o que o Google tem considerado mais, considerado menos e dúvidas trazidas para esclarecimento de motivos porque um determinado site perdeu posição.

Dentre todas as discussões a que eu achei mais esclarecedora foi um desabafo. Um dos participantes escreveu que estava cansado dessa quantidade enorme de debates sobre o que funciona ou não quando, na perspectiva dele, o que sempre foi considerado “boa prática” ainda funciona e tudo que era ruim, o famoso Black Hat, cada vez mais é punido. Pode ser bem debatido isso (considerando que o Google muda seu algoritmo “direto”), mas a questão é que de fato as boas práticas são sempre beneficiadas pelo buscador e que nisso inclui um bom conteúdo que cada vez mais tem relevância (o que não significa dizer que nunca teve, considerando que o link building de qualidade leva em conta indicações que deveriam vir pela crença no conteúdo de qualidade).

Então, se o conteúdo é relevante o site é relevante e isso faz a marca (seja ela qual for, até mesmo pessoal) ter atenção e ser reconhecida por todos, inclusive pelo Google. Então, essa preocupação constante com SEO está gerando uma certa paranoia porque tudo tem que ser otimizado. Inclusive o conteúdo, o que na minha opinião, acaba sendo ruim. Explico. Essa busca incansável pelo “melhor conteúdo pro Google” prende quem quer falar algo a certas regras que acabam sendo as diretrizes sobre o que escrever e como escrever. O que deveria importar, é o conteúdo que EU acho interessante sendo apontado pra um público que EU acho que vá querer receber aquilo. Tem textos em alguns blogs que chegam a ser artificiais de tanto que forçam na otimização. Ter que pesquisar palavras-chave pra saber o que as pessoas estão procurando pra eu escrever algo acaba me tornando um “escravo” disso e o que EU quero escrever é relegado para um segundo plano.

Muitas marcas usam blogs para atrair consumidores, mas acho que deveriam usar blogs para desenvolver uma conversa com as pessoas. Mostrar quem a marca é. O que ela acredita. Esquecer um pouco a paranoia de querer ser encontrado na primeira página. Existem muitas formas de se tornar conhecido e atingir seu público além da busca orgânica. Ainda mais quando o próprio Google tem dado extremo destaque para inúmeras formas de anúncios em sua primeira página. O problema é que a lógica por trás da otimização passou a pautar também jornalistas que escrevem para a internet, não é o texto que é mais interessante pra um determinado profissional e sim o que mais vai atingir pessoas. Duvido que alguém gostaria de ler um livro que é descaradamente propaganda do escritor ou da editora. Será que as pessoas uma hora não vão cansar de ler textos por aí tão otimizados que mostram descaradamente que foram feitos pra vender?

O conteúdo é rei… não devemos transformar ele no coringa que serve pra tudo.

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3 comentários em “SEO, palavra-chave: paranoia

  1. Olá Felipe, assim como você, eu também tenho lido e acompanhado muitas informações sobre o SEO e as recomendações e já percebi que na prática, o que você falou sobre conteúdos “otimizados” já vem acontecendo. Faço uma simples busca sobre algum determinado assunto a fim de me aprofundar em alguma questão que me despertou interesse e tudo o que eu encontro ou sou direcionada nas primeiras páginas dizem a mesma coisa, repetidamente, de diferentes maneiras. Ou seja, no final da pesquisa, eu concluo o que muitas vezes é o óbvio do óbvio da questão de SEO, foco no conteúdo, utilização de palavras-chaves, coisas para se evitar e uma vez ou outra, encontro algum site, blog onde eu realmente consigo tirar proveito de alguma opinião, de algum comentário, enfim, o “algo a mais” vindo de alguma experiência própria da pessoa que escreveu o artigo. É claro que eu acho importante cuidar dos aspectos essenciais de um site, mas o que eu vejo é que ultimamente nas comunidades relativas ao assunto SEO e marketing digital, não há nada de “novo”, pois estão sempre repetindo as mesmas teorias, as mesmas fórmulas do sucesso como se quisessem somente estar no topo do ranking abusando das táticas praticadas e tanto faladas e assim, tornando esse mesmo conteúdo, cada dia mais superficial. Mas o que me surpreendeu neste artigo foi exatamente alguém comentar sobre este problema, o que até agora, não havia lido em lugar nenhum. Ótimo artigo.

    1. Tatiana, tudo certo?

      Gostaria de agradecer o elogio! Muito obrigado!

      Eu já passei por essa situação de ter que pensar no que é “melhor pro Google”, mas com o tempo percebi que todo mundo está falando a mesma coisa, fazendo a mesma coisa, se preocupando com um conteúdo “quadrado” só para “chegar nas primeiras posições do Google”.

      Uma das últimas atualizações do algoritmo do Google já fez uma mudança pra priorizar conteúdos mais longos e densos sobre os assuntos. Talvez seja uma forma de diminuir um pouco essa coisa artificial que se criou.

      Vamos ver o que acontece!

      🙂

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