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Rio 2016: Investimento em mídia com otimismo

Agências e veículos precisam buscar seu lugar no podium agora.

Os jogos olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro prometem um suado aumento no faturamento publicitário brasileiro durante o ano. As empresas de mídia, que penaram durante um sofrido 2015 com a crise econômica que se instalou no Brasil, agora parecem ter em mãos uma oportunidade de esboçar alguma reação – talvez nada robusto o suficiente para afastar a crise, mas um alívio que cai bem.

Não há muitos dados consolidados a respeito do investimento publicitário em 2015 (para se ter uma ideia de como os levantamentos ainda são contraditórios, há notícias que indicam desde um crescimento entre 3% e 3,5% a uma retração de 8%). Mas uma coisa é certa, qualquer resultado não será melhor do que os 8% de crescimento de 2014. A olimpíada, no entanto, parece ser um sinal de luz neste caminho.

Como na Copa do Mundo, marcas vão tentar se apropriar da competição de todas as maneiras e embarcar nos ânimos do brasileiro. Falando em ânimos, um fenômeno também pode influenciar diretamente no volume de investimentos em mídia neste período: os brasileiros estão mais otimistas com os Jogos Olímpicos 2016 do que estavam com a Copa do Mundo em 2014. Fatores emocionais movem o ser humano, inclusive nos hábitos de consumo, e este otimismo é bastante perceptível se comparado ao período de tensão que antecedeu a última Copa do Mundo.

De acordo com O Globo, os jogos devem impulsionar alta de 10% no faturamento de publicidade em 2016. O número parece exagerado, mas deve levar em consideração a verba de patrocínio aos pacotes de transmissão e cobertura da competição. O fato é que independentemente destes 10% se comprovarem, os Jogos Olímpicos são tradicionalmente um período de oportunidades para todas as mídias – mesmo para a TV aberta, que sofre com reduções de faturamento, equipe e estrutura. E já que os jogos acontecem aqui no Brasil, o momento pede ainda mais agilidade dos veículos.

As chances também não deixam a desejar. De acordo com pesquisa do IAB, em 2015 (ano crítico para a economia), a publicidade digital teve um crescimento de 14%. O que esperar então para 2016 (ano de Jogos Olímpicos)?

E para concluir este “lago de boas notícias em meio a um oceano de negatividade econômica”: os gringos também estão fazendo sua lição e tirando o devido proveito dos Jogos Olímpicos. Até mesmo os grupos de TV aberta nos EUA (que são uma mercado mais amadurecido, onde a publicidade online já é muito mais consolidada do que aqui) conseguiram superar as vendas feitas durante a olimpíada de Londres com as vendas para a do Rio de Janeiro, conforme informa o Advertising Age.

Quer pegar carona nos Jogos Olímpicos também?

Que o Brasil está em recessão econômica todo mundo sabe. Que sair dessa recessão será difícil a gente também já sabe. O que pouca gente sabe (ou reluta em aceitar) é que o processo de crescimento começa com ousadia e com a reinvenção dos negócios. O Brasil terá um período de oportunidade neste ano. Uma sugestão para superar a crise em 2016 e aproveitar a onda de oportunidades da Olimpíada 2016 é encarar e abraçar essas oportunidades com garra e otimismo, ciente de todo o risco e negativismo que impregnou qualquer negócio no país. É assim que grandes iniciativas encontram espaço nos piores cenários para virar o jogo.

Então faça sua lição de casa, supere o negativismo e responda: como você vai reinventar seus negócios para prosperar com suas campanhas durante os Jogos Olímpicos de 2016?

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Ricardo Fernandes

Profissional freelancer de conteúdo e RP. Formado em publicidade, pós graduado em marketing e comunicação integrada. Publicitário, marketeiro e escorpiano. São Paulo/SP