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Quer tirar seu email marketing do SPAM?

Se tem uma mensagem que pode resumir as ideias apresentadas no Email Marketing Summit, promovido no dia 7 de novembro pela Media Education na Faculdade Cásper Líbero em São Paulo, essa mensagem é:

Já que o marketing digital muda a cada instante, o que te leva a crer que repetir as mesmas estratégias vai garantir algum sucesso?

O evento trouxe especialistas em métricas, construção e design para email marketing que levantaram as mais diversificadas questões sobre o tema – desde políticas assertivas que reduzam o impacto de filtros de segurança em anti-spams nas campanhas de emails até o uso adequado de templates e dados de mensuração nas campanhas. E claro, fica difícil resumir um dia inteiro de apresentações em algumas linhas – mas deixo aqui alguns dos pontos marcantes do evento que vão te ajudar a impedir que seus próximos emails caiam em massa nas caixas de SPAM do seu público. A tarefa não é fácil, mas não dá pra deixar de fazer.

 

VOCÊ ESTÁ QUEIMANDO NEURÔNIOS (E DINHEIRO) REPETINDO AS MESMAS ATITUDES.

Vou destacar logo de cara o que marcou na apresentação de Juliano Kimura – que até enquanto falava de si mesmo já conseguia entreter a plateia. Juliano foi um dos últimos a participar com a missão de falar sobre o tema Carrinhos abandonados e emails transacionais. Fez muito muito mais do que isso. Chamou atenção para o modo pouco – ou nada – inventivo como a maioria dos marketeiros tem lidado com as campanhas por email. E para explicar isso, usou o mais básico e eficiente dos exemplos: os emails transacionais. Emails transacionais são os enviados automaticamente após alguma ação de um cliente. É o caso das mensagens de efetivação de cadastro, solicitação de nova senha, confirmação de compra, etc. Embora estas mensagens normalmente sejam geradas de forma automática, elas não necessariamente precisam ser padronizadas ou isentas de qualquer comunicação vendedora com o cliente. Pelo contrário: a taxa de abertura de um e-mail como esse é superior à de praticamente todas as outras categorias de mensagens. Como deixar de lado esta oportunidade de atingir seu cliente com uma mensagem adequada? Pois é isso o que a maioria de nós fazemos. E esta foi só uma de tantas práticas apresentadas por Juliano que, na visão do palestrante, precisam ser urgentemente repensadas. Um verdadeiro banho de inspiração.

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OS SPAMS AINDA SÃO UM PESADELO.

É unânime entre os especialistas que os servidores de emails progrediram na segurança das caixas de entrada e na eficiência dos seus filtros anti-spam. Ainda assim, tem gente que vê vantagem em derramar o pente da metralhadora por aí. Segundo o site Barracuda Central, 74 % dos e-mails enviados no mundo são classificados como SPAM. E embora os EUA estejam em primeiro lugar disparado na lista de países que mais enviam este tipo de mensagem, o Brasil não faz por menos e figura uma nada honrosa 2ª posição na lista. Choremos, amigos. A culpa, ainda por cima, é de muitos nós que não tomamos os devidos cuidados com a segmentação das nossas bases, formatação das nossas mensagens e, principalmente, reputação dos nossos servidores.

ALIÁS, A REPUTAÇÃO DEVE MESMO SER A SUA MAIOR PREOCUPAÇÃO.

Muita gente ainda aposta suas fichas na diagramação do e-mail para tentar impedir que eles caiam nas temidas caixas de SPAM do cliente. Os palestrantes não chegaram a uma única conclusão no que se refere à proporção entre texto e imagem. Hugo Oliveira, da Pós-Clique, defende que o mito do 50% texto / 50% imagem não seja uma verdade universal e trabalha com 40%/60%. Já Juliana Padron, da Templateria, quis romper com paradigmas afirmando que, após mudanças recentes nas diretrizes dos servidores, um email “100% imagem” pode sim ter êxito na entrega aos clientes, desde que a reputação do servidor de envio esteja em dia. E aí está o ponto em que todas as apresentações foram unânimes: hoje, a reputação é quem mais determina o potencial de entregabilidade (que é a entrega da mensagem na caixa de entrada do usuário) de uma mensagem. Sendo assim, ao trabalharmos a segmentação aprofundada das nossas bases, a personificação das mensagens e a relevância e qualidade do conteúdo entregue, estaremos nos blindando muito mais de black lists e outras barreiras impostas do que limitando o percentual de imagem ou texto nos emails enviados.

NO METRIC, NO ROI.

A frase foi apresentada por Hugo Oliveira. Não é muito novidade, mas também não é praticada pela maioria dos marketeiros. A ideia é: email-marketing é uma das estratégias que oferece o melhor ROI (Return on Investment) pelo seu potencial de alcance e customização e pelo seu baixo custo. Mas sem mensuração e análise dos resultados, a estratégia vai por água abaixo. Sem análise, não há como identificar os KPIs na sua campanha. Nem como conhecer o que funciona ou não para o seu público (para poder investir naquilo que dá certo). A reputação, então, vai por água abaixo. E o ROI, claro, vai junto. Não caia nessa: invista em análises aprofundadas das suas campanhas – e de forma sistêmica, o que é ainda mais importante.

REPENSE A DEFINIÇÃO DE “CALL TO ACTION”.

Afinal de contas: todo email precisa de um “clique aqui”? Seu e-commerce precisa gritar “compre aqui” nos emails enviados? E mais: é isso que vai fazer com que o seu cliente clique ou compre? A grande verdade é que não há call to action mais eficiente do que aquilo que o cliente quer ver. Se seu produto é uma coleção de acessórios, mostre a coleção. Se é uma peça de roupa, faça com que ela pareça um item de necessidade básica. Se é uma figura humana, faça com que ela pareça irresistível. Se é um evento, deixe claro o quanto ele é imprescindível para o cliente. Se é um pet, ele vai ter que ser um poço de fofura. A verdade é que você precisa investir pesado em imagens de qualidade (ilustradas ou fotografadas) e este será o seu maior call to action. É provavelmente nele que seu cliente vai clicar. Aos mais desavisados ou pouco familiarizados, reserve um espaço menor para o botão do “clique aqui“. Mas acredite: estes são a minoria.

E QUEM DISSE QUE EMAIL MARKETING NÃO PODE SER INTEGRADO?

Por fim, uma dica básica-porém-de-ouro: a integração das suas campanhas de email marketing não precisa ser só com o seu site, SAC ou sistema de CRM. Quem estudar a fundo o Facebook for Business, por exemplo, vai poder cruzar sua base de clientes com a base de usuários do Facebook para atingi-los em campanhas customizadas na rede social também. Assim, você estende os pontos de contato com seu público e garante inclusive que pessoas com o perfil de navegação similar aos dos seus clientes possam ser impactadas. Seu universo de oportunidades cresce e você provavelmente só terá a agradecer. De nada.

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Ricardo Fernandes

Profissional freelancer de conteúdo e RP. Formado em publicidade, pós graduado em marketing e comunicação integrada. Publicitário, marketeiro e escorpiano. São Paulo/SP

2 comentários em “Quer tirar seu email marketing do SPAM?

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