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Quem se importa? Campanha do exército sueco para ver se as pessoas fariam sacrifícios para ajudar alguém.

A mais ou menos 20 minutos atrás compartilhei uma foto pedindo ajuda financeira para uma criança que necessita uma cirurgia cardíaca. Tomei essa decisão porque sei que é uma campanha real pois conheço o primo da criança em questão. Não fiz nada além disso e não sou o único. Muitos dos que compartilham em nome de uma causa nobre tem a única atitude clicar no share. Isso é o suficiente? Sigo a linha dos que acreditam que o compartilhamento pode fazer a mensagem chegar em quem realmente pode ajudar e isso já é uma grande coisa.O que eu descrevi acima certamente já aconteceu com a maioria das pessoas que lerem esse post. O ativismo solidário nas redes sociais é mais fácil. Não quebra o conforto. Não traz nenhuma quebra da rotina. É simples, rápido e confortante. Devido a isso o exército sueco criou uma ação chamada “Who Cares?“. Coloca em uma prova de fogo a realidade sobre ser solidário pois faz com que as pessoas cometam algum sacrifício real para ajudar os outros. Essa campanha tinha como objetivo atrair jovens a entrar nas forças armadas.A experiência foi colocar uma caixa no centro de Estocolmo. Uma pessoa ficaria sentada sem poder sair até alguém resolver tomar seu lugar. Compartilhamentos no Facebook e Twitter não adiantariam nada. Foi divulgada em diversos meios para trazer a atenção ao que acontecia, mas só conseguiria algum resultado, que no caso seria “liberar” a pessoa de dentro da caixa, se alguma pessoa tomasse uma atitude de fato.

O resultado foi positivo. Das 89h que durou 74 pessoas entraram na caixa para libertar alguém. Nem todas pessoas eram de Estocolmo, algumas viajaram de outras cidades para participar. No meu ponto de vista é um resultado muito interessante e mostra que mesmo apenas o compartilhamento pode levar até alguma coisa boa. Certamente, alguns dessas 74 pessoas ficaram sabendo porque alguém resolveu mostrar o que acontecia no centro de Estocolmo. Mesmo que o compartilhamento em si não libertaria quem estava na caixa, pode ter auxiliado a mensagem chegar a alguém que o fez.

Acho legal quando pessoas compartilham causas nas quais acreditam. Nas quais acham ser relevantes e dignas de ajuda. Só vejo que devemos em alguns casos fazer pesquisas rápidas sobre o assunto e ver se o que está sendo difundido é verdade ou não apenas um dos muitos “hoax” da internet ou campanhas com distorções gravíssimas dos fatos. Um pouco de desconfiança com o que nos passam não faz mal a ninguém.

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