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Quantos riscos você corre no ano?

Semana passada foi minha última na agência que eu estava trabalhando. Completei um ano e estive desde o início da empresa dedicado ao projeto. Um colega meu da pós que eu fiz em Marketing Digital na ESPM-Sul me chamou para ajudá-lo no planejamento da agência que ele queria criar: digital e focada no mercado imobiliário. Foi um período interessante onde aprendi muito mas um dia percebi que não era aquilo que eu realmente esperava da agência que ajudei a planejar.

Na verdade fazia um tempo que algumas coisas me incomodavam mas eu não queria sair antes de ter outro emprego em mente. Não queria por alguns motivos, como: sentimento de “parceria” em relação ao colega e amigo que me chamou no início do projeto, sentimento de não querer deixar outros colegas na mão, sentimento de medo em sair de um emprego sem ter nenhuma remuneração extra e aquele pensamento “será que conseguirei algo rapidamente?”. Acontece que percebi que estava me prejudicando. Constantemente reclamava para pessoas próximas sobre situações na agência que eu não concordava. Constantemente eu me via contrariado em decisões que cabia a mim tomar mas que não eram levadas a sério. Percebi que o problema também passava por eu não ter dito antes “Olha, infelizmente não da mais”.

Quando eu tomei a decisão de que iria sair, eu lembrei de tudo que sempre defendi: dizer não, questionar o que acontece, perguntar “e, se…?” toda vez para saber se existe um caminho melhor… e tudo isso se resume a arriscar. Arriscar é sair da zona de conforto em busca de algo melhor. Pode ser que no caminho a gente perceba que errou e tenha que correr atrás para arrumar o que foi desfeito. O que não podemos deixar de fazer é tentar.

É muito fácil ficarmos parados em um local seguro. Percebemos isso em diversas atividades. Pensem na publicidade no Brasil! Quantas campanhas nos parecem o mais do mesmo? Quantos clientes não querem arriscar um conceito novo? Quantas agências não tentam algo diferente porque assumem com antecedência e sem por a prova de que o cliente não irá aceitar?

Semana que vem completo 30 anos e posso dizer que só caiu a ficha de que é necessário correr riscos para se conseguir a satisfação plena faz pouco tempo. Isso se reflete em questões pessoais e profissionais. Entendo que meu contexto de vida permite correr certos riscos que talvez outras pessoas não tenham as mesmas condições, mas todos temos espaço para isso. Eu quero fazer a diferença profissionalmente e isso não combina com estar na zona de conforto eternamente.

Todas histórias de empreendedores de sucesso começam com uma lição moral de que para se conseguir algo grandioso muitos fracassos virão de brinde no caminho. Isso é verdade porque com os erros vem o aprendizado. Erramos, aprendemos, mudamos e tentamos algo novo. “Só é feliz quem arrisca ser triste”, e eu concordo com essa frase.

Esse texto estilo “auto-ajuda” não tem esse propósito. Quero é trazer uma reflexão sobre quantos riscos vocês tomam e pensem que para fazer a diferença é necessário ter essa atitude. Acredito que profissionais e empresas melhores se estruturam dessa maneira e assim fazem o mercado crescer e aprender junto. Então me digam: Quantos riscos você corre no ano?

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