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Qual será a verdadeira finalidade das fanpages de marcas?

Depois do meu último post sobre a Guaraná Antarctica eu resolvi criar uma lista para receber atualizações deles, da Pepsi, da Coca-Cola, da Kuat e da Fruki (uma marca de guaraná aqui do Rio Grande do Sul). Resolvi acompanhar o conteúdo que era compartilhado e tentar entender melhor o que está acontecendo. Digo que até agora estou muito decepcionado. Sei que é bem provável que eu não seja o público-alvo, mas o que me parece estar ocorrendo é uma banalização do sucesso através da simples contagem de fãs, compartilhamentos e likes.

Na real, me fez questionar qual que é a finalidade que está sendo dada pras páginas das marcas no Facebook. Será que realmente o conteúdo criado e as interações estão sendo utilizadas da melhor maneira estratégica para a empresa? Será que o foco não está muito na quantidade do que na qualidade das informações que podem ser coletadas? Não consigo ver nada estratégico quando a página da Kuat compartilha apenas imagens com memes clássicos que são compartilhados a horas nas redes. Não consigo ver qual é a estratégia da Antarctica (além de tentar fixar um posicionamento da bebida dos amigos) quando cria imagens perguntando sobre o xis ideal ou quantas latinhas as pessoas enxergam nas fotos. Não consigo ver nada além de estimular likes e compartilhamentos. Onde está o uso estratégico? A conversa real? Vou dar o crédito das imagens que pedem compartilhamento ou like de acordo com a preferência do consumidor ao consumir o Guaraná Antarctica (pizza ou pipoca?), pois isso pode trazer insights bem interessantes pros gestores da marca.

A Pepsi também publica um excesso de imagens com frases bonitinhas ou coisas que são pobres de qualquer ideia estratégica de negócio, simplesmente para estimular compartilhamentos e likes. Sei que alguém vai falar em “estratégia de branding”, mas não consigo ver nada relacionado ao posicionamento de marca quando o post é um elefante de latinhas de Pepsi e pedem para os seguidores sugerir um nome. O interessante disso tudo é que essas páginas que citei anteriormente compartilham muito mais que a página da Coca-Cola, mesmo assim sabemos que em matéria de marca e share, nenhuma chega aos pés deles.

Dentro dessa realidade da diversão pura e simples de imagens e ações que são garantidas para receber grande atenção (memes, frases prontas, estímulo de pedir compartilhamento e share e ajuda a animais abandonados) no Facebook, a impressão que eu tenho é que nenhuma delas sabe bem como pegar essas informações e transformar em uma poderosa arma para conquistar mercado. Não basta saber que o público da sua página é jovens de 16 a 20 anos e isso condiz com o que a empresa acredita. Isso é muito pouco, pois pelo conteúdo “sem conteúdo”, é muito provável que esses seriam os atraídos. Que estão lá só pela diversão, entretenimento e não por serem ávidos consumidores de cada produto.

Não quero dizer aqui que a diversão não possa estar incluída no jogo e que o foco é a propaganda. Não é isso, não podemos ir aos extremos do pensamento de negócio. O que eu digo é de uma vez por todas parar com essa bobagem dos grandes números e que só isso importa. Com essa produção de conteúdo somente focada no sucesso dos likes e compartilhamentos. Isso vale para essas páginas de refrigerantes e com certeza vale para muitas outras espalhadas pelo Facebook. As páginas tem que serem pensadas estrategicamente em um primeiro momento, com o entendimento do que os usuários fazem no Facebook e qual a melhor maneira de usar a diversão para conseguir informações valiosas. O que não da é pra ter essa linha de produção feita pra ser hit… e ficar preso nisso.

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Um comentário em “Qual será a verdadeira finalidade das fanpages de marcas?

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