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Publicidade: mais conteúdo, por favor

Vivemos uma era de intensa disputa por atenção e de um forte interesse em comunicação efetiva, do tipo que vai além do “ser visto”. Mais do que nunca, marcas e anunciantes desejam – precisam e sabem disso – serem lembrados, pois somente assim conseguem alcançar suas audiências e potenciais consumidores.

Desta forma, é sempre mais recorrente um tipo de comunicação que se volta para os interesses mais essenciais do público e não somente para suas necessidades quanto aos produtos oferecidos pelo anunciante. Foi-se o tempo do “compre batom” ou mesmo do “abuse e use”, as pessoas não querem só comprar e tão pouco só usar. Logo, anunciantes e afins não podem simplesmente vender, como se este fosse o grande foco de sua comunicação.

 

Assim, vemos diversas alternativas de apelo pela atenção do público e, delas, algumas se sobressaem de forma notável. Aqui é importante perceber o trunfo da publicidade conteúdo, modalidade que cada vez mais tem se difundido. Hoje mostramos conceitos, valores e, sobretudo, posicionamentos. Esta que tem sido vista como saída por alguns, por vezes também pode parecer complicada, ainda assim conquistando a atenção do público.

Há certo tempo pode-se ver um bom exemplo com o caso d’O Boticário em sua campanha para o dia dos namorados. A marca valeu-se de um simples comercial sem grandiosos apelos ou muitas expressões demarcadas da paixão própria da data em questão. Nele foi possível ver de forma quase que cotidiana a iniciativa de pessoas que queriam presentear seus companheiros e que o fizeram num singelo abraço, acompanhado de um perfume da marca.

mulheres

A questão abrangida diante do comercial foi: havia pessoas do mesmo sexo se presenteando. De uma forma simples e – eu diria – quase sutil, O Boticário demonstrou interesse, respeito e atenção aos seus consumidores que prezam pelo carinho ao seu companheiro sejam estes do mesmo sexo ou não. Ou seja, busca-se a venda do produto, mas o foco está no cliente e no conteúdo que lhe é relevante, em seus valores e aspirações.

O interesse por conteúdo dentro da publicidade também se muda em posicionamento social, quase que político. E como se pode ver, tudo isso rendeu grande atenção sobre a marca e seu comercial. Mesmo não tendo sido este o único exemplo (a mesma tem uma bela campanha do dia dos pais, a Coca Cola por sua vez lançou um curta com temática gay e por aí vai) de posicionamento por marcas, nele pode-se perceber de forma clara o quanto isto pode ser rentável para a comunicação de uma empresa e para a própria Comunicação como prática e forma de discussão.

Com o desenrolar da campanha surgiram, certamente, muitos a favor da posição tomada pelo anunciante como também muitos outros se pronunciaram em desapontamento com sua, antes, conhecida perfumaria. Neste momento, após comentários bem desfavoráveis, – um deles da curitibana Patrícia – é possível pensar o quanto tudo isso foi risco desnecessário e mesmo infrutífero, mas a marca se pronunciou:

resposta empresa

Mais uma vez, sem necessitar de muitos arroubos ou coisa assim, a marca sobe se mostrar interessada em seus consumidores e no diálogo com os mesmos. Ou seja, não nos adianta mais jogar nossas propostas aos clientes e esperar que eles as adotem por isso mesmo. Hoje, mais do que nunca a Publicidade tem se tornado espaço para discutir e os consumidores é que tem reivindicado isso.

As pessoas querem dialogar e as marcas precisam estar prontas para isso. Os mesmos consumidores de cerveja, perfumes, carros, café e seja lá o que for estão interessados em opinião, as suas próprias e aquelas que possam agregar-lhe valor. E são, ainda, esses valores que estão em debate em toda a sociedade. Se você quer sua marca presente e sendo lembrada, é bom que você entre na conversa e que seja interessante. Acredite, ninguém está procurando pela mesma conversa de sempre.

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