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Propagandeando a fumaça

Propagandeando a fumaça

Há escolha para se tornar um fumante? Muitos não pensam duas vezes e respondem sim, contudo vale ressaltar que há vários fatores que podem nos levar a mudar a resposta.

Para inclusão em grupos sociais, os jovens acabam aderindo a uma série de fatores como: pintar o cabelo, vestir certos tipos de roupas e assim por diante. Um dos principais divisor de águas na vida de um jovem é o cigarro, como um rito de passagem, de cada doze, nove jovens fumaram um cigarro em sua juventude ou quando começaram a se inserir em uma nova turma, muitos deles passam a fumar antes mesmo dos 21 anos e quando perceberem, já estão reféns da nicotina.

 

Como um produto que não contém mídia pode afetar tantos jovens, mulheres e homens afins? É aí que nós estamos enganados. O cigarro está sim sendo propagandeado e ainda mais: está sendo direcionado aos adolescentes e também voltado ao público infanto-juvenil. Devido sua proibição legal, hoje em dia não é vinculado propaganda positiva ao cigarro, a pouca que o resta é o suficiente para alcançar um público que logo será fiel.

Em boates, bares e tabernas de bairros é onde encontramos um dos maiores raios de alcance da industria tabagista com embalagens sofisticadas e “gostos mais simpático” ao paladar seu principal público alvo são os jovens comprados, pois os velhos, hoje, se contentam com um câncer de pulmão ou umas das 12  doenças, em potencial, que o uso do cigarro causa. Dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer) divulga que 90% dos casos de câncer de pulmão são causados pelo cigarro. Outro fator agravante em relação ao uso deste é a dependência que a nicotina causa sendo, muitas vezes, um dos fatores que leva vários jovens a casos de depressão.

Bom, não cheguei a viver a era na qual a “Publicidade da Fumaça” era permitida por lei, porém imagino o quanto essas propagandas conseguiam trazer retorno a quem as lançava. Os slogans foram tão bem feitos e encrostados na mente das pessoas que até hoje observamos jovens que se acham únicos e rebeldes. Conseguimos mensurar o poder de alcance dessa mídia, quando observamos que após a proibição da mesma, 33% da população brasileira parou de fumar.

Com um lucro de 16 milhões de reais por ano, a industria tabaqueira é, de longe, uma das mais lucrativas do mundo, e mesmo após a intervenção de divulgação pelas mídias, consegue expandir cada vez mais seu número de clientes fieis.

Então, se tornar um fumante é questão de escolha? Talvez. Muitas das vezes o primeiro cigarro é resultado de um longo processo, mas a pergunta que eu deixo a vocês é: vale a pena se tornar mais um cliente?

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