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O marketing tradicional não morreu, apenas evoluiu

Lembro um dos meus primeiros textos quando resolvi escrever um blog pessoal sobre marketing. Nele eu dizia que o profissional moderno não poderia mais se apegar apenas ao livro do Kotler e aos 4 Ps. Falei que deveria estudar tantas disciplinas distintas que no fim ele seria como um maestro conduzindo uma orquestra onde é necessário dominar diferentes instrumentos. Esse é o profissional moderno. É o profissional que muitas vezes diz: o marketing tradicional morreu. Quando falei sobre o fim do cara dos 4 Ps apenas, não quis dizer que eles não valiam mais. Quis dizer que uma evolução seria necessária.

Nos últimos meses tenho lido muito sobre Growth Hacking. Escrevi aqui sobre o assunto, introduzindo esse conceito que está bem difundido no mundo das Startups de tecnologia. O Growth Hacking é o marketing do pessoal da tecnologia, que muitas vezes diz não saber ou não gostar do marketing. Mas no fim a questão toda que independente de quem o realiza, independente dos caminhos tomados todos esses profissionais com cargos com nomes legais estão fazendo coisas que muitas vezes acabam sendo ditas como mortas. Não acreditem nisso, quem afirma que o marketing tradicional morreu quer vender o seu mais novo livro. Ele não morreu, ele evoluiu.

Cheguei nessa conclusão justamente por estudar esse novo paradigma do marketing ligado a tecnologia e a internet. Vendo uma apresentação no SlideShare sobre o Growth Hacking, em um momento tinham as seguintes conclusões: o segredo do crescimento não é focar na aquisição de mais leads e sim o relacionamento e manutenção dos já existentes. Isso porque é mais barato manter do que ir buscar novos. Também deixava claro que sem um produto atrativo, com mercado e que ofereça valor nenhuma estratégia de crescimento da base de leads dentro do funil de vendas seria eficiente. Estamos falando aqui de dois temas que o estudante iniciante no marketing aprende. Questões chave do marketing tradicional.

marketingOs conceitos mais básicos ainda estão aí. Ainda temos que pensar no P de Produto, no P de Preço, no P de Promoção e no P de ¨Place¨. O que muda é a maneira que o utilizamos. Esses conceitos não devem ser brutos como ferramentas e sim modelos mentais. Temos que entender o que eles significam dentro da nossa realidade e como vamos explorá-los da maneira correta nos dias de hoje. O conceito de Inbound Marketing está aí pra mostrar que tanto a distribuição e a promoção não ocorrem mais empurrando aos consumidores e sim oferecendo algo em troca como quem diz: por favor, permita eu ter a sua atenção?

Comete-se um equívoco a pensar ¨marketing tradicional¨ com propaganda e vendas como aconteciam em outras épocas. Quando era intrusiva e as pessoas não tinham muitas opções. Marketing tradicional é, no meu ponto de vista, as teorias que sustentam a atividade. É o mesmo que dizer que o conceito de Posicionamento está defasado. O que muda são as maneiras, os meios que utilizamos, as estratégias que escolhemos para no fim do dia conquistarmos um cliente.

Seja em atividades como o Growth Hacking focado no crescimento de leads no funil de vendas, seja em atividades de branding, seja na publicidade. Os conceitos mais básicos, mesmo se forem realizados sem perceber (esses tempos li uma reportagem onde um empregado da Apple falava que o Jobs abominava os termos marketing e branding, sendo que o sucesso mesmo da empresa foi nessas duas atividades com um produto superior), mesmo se os conceitos estiverem sendo entendidos de maneira equivocada.

O mundo conectado só mudou o contexto. A internet e os tempos modernos da quantidade absurda de informação só trouxeram novos desafios para conquistar a atenção das pessoas. Mas a base da atividade de marketing e seus conceitos estão vivas. Estão sendo pensadas todos os dias. Estão aí, apenas evoluíram.

Recomendo ver a apresentação que me inspirou para fazer esse texto: ¨Product Is The Ultimate Growth Hack¨

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