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marketing político

O marketing político e a geração de valor

Estamos em um momento do ano que antecede as eleições municipais. Por todo o país seremos bombardeados com panfletos, cartazes, propaganda na TV e a “novidade” da propaganda nas redes sociais. Veremos propostas e mais propostas, ouviremos os mais diversos jingles e já estou prevendo imagens do tipo “curta ou compartilhe” de alguns candidatos. A questão das redes sociais vem na onda do sucesso da eleição do Obama (e que de fato é um baita case). Mas fico pensando: até que ponto as pessoas aqui no Brasil percebem algo de valor nisso tudo?!

Essa dúvida me surgiu em um encontro na sexta passada que o governador do Estado do Rio Grande do Sul organizou com blogueiros. A ideia do era divulgar a proposta da criação de um conselho de comunicação no Estado. Entre as possíveis dificuldades veio um comentário sobre muitas pessoas relacionarem isso com algum tipo de censura e uma lembrança dos tempos da ditadura. Parei pra pensar em outros conceitos já fortes na mente dos cidadãos em relação aos políticos e a determinados partidos. Como conseguir promover entre a população projetos e ideias e fazer com que as pessoas de diferentes crenças vejam valor nisso? Se o marketing é realmente “uma guerra de percepções”, como diz Al Ries, e o posicionamento é importantíssimo como partidos políticos e candidatos conseguirão comunicar sua ideologia, seus projetos e o que seus candidatos já eleitos fizeram de bom?

E vejo que existe um grande problema. No mundo dos negócios ocorreria uma segmentação clara e a empresa diria claramente o que é e o que não é. Na política os partidos hoje me parecem querer ser de todos. As diferenças ficam cada vez menores. Os discursos cada vez mais iguais. Os debates (que a cada ano são menos calorosos) ficam mornos e sem muita diferença. Os ataques acontecem em um âmbito partidário, as velhas brigas, mas que muitas vezes os que estão brigando são aliados em outras regiões.

Com esse cenário “comoditizado” da política, como se irá gerar valor através do marketing político? Existe como? Isso é bom para o processo eleitoral? Temos que fazer escolhas e todas parecem iguais! Dizem que é essa tendência do “paz e amor” é um reflexo do que o eleitor quer. Estaríamos nós optando pela menor dúvida possível para minimizar a dissonância cognitiva logo após termos decidido e ver com o tempo que erramos?

Caso isso for verdade, os “marketeiros políticos” conseguem gerar valor sim, mas as custas da “idiotização” do eleitorado.  Caso isso for mentira, os mesmos profissionais estão apenas no conforto e na segurança, sem querer arriscar pois mantendo essa linha sabem que não irão prejudicar seu partido, pois muitas vezes seus rivais podem virar aliados e “não queremos causar nenhum constrangimento”. Quanto ao último caso, tenho minhas dúvidas se isso é benéfico ao desenvolvimento de uma nação.

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