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O futebol, o espetáculo e o marketing esportivo: ainda temos muito que aprender.

Hoje tivemos o primeiro jogo da final da Copa Libertadores entre Boca e Corinthians na clássica “Bombonera” em Buenos Aires. Desde, no mínimo, 1995 temos uma facilidade de assistir as finais de Champions League. Temos a facilidade de acompanhar o que a liga mais rica de futebol oferece no quesito: espetáculo! O envolvimento do torcedor na experiência dos jogos, não somente na final, é um prato cheio para os clubes arrecadarem muito dinheiro.
Estamos num momento onde os clubes brasileiros se vendem como grandes negócios e ao mesmo tempo precisam vender uma quantidade de espaço na camiseta pra arrecadar. Estão nas mãos da televisão pelo que recebem de cotas e não oferecem nada relevante pro seu torcedor (plano de Sócio Torcedor é o mínimo e insuficiente). O faturamento cresce 10% e as dívidas 50% (não são esses números exatos mas a relação entre ambas é absurda). Apesar desse cenário ruim o fator ESPETÁCULO ainda passa desapercebido. Não vendem produtos específicos de uma final, por exemplo. Não promovem com sua torcida locais para ver o jogo. Não criam um ambiente que envolva o torcedor. A única maneira de isso acontecer é indo até o estádio o que todos sabem existir um problema: espaço limitado. A própria CONMEBOL não parece se envolver nessa questão. O máximo que fazem é um local diferente e com papel picado das cores do time vencedor no momento em que levantam a taça. Os clubes parecem esquecer que seu público consumidor tem uma relação extremamente emocional com a marca e com o esporte! Além disso, envolver as pessoas em uma experiência que seja relevante deixa marcado na mente daqueles que participaram! Eu vejo que os clubes perdem muitas chances de fazer algo que seja bom e duradouro.Agora, para tudo isso é necessário um planejamento sério. Será que temos profissionais realmente capacitados para tal? Estamos perto da Copa do Mundo e das Olimpíadas e as coisas não andam. Não é só de estádio moderno que se faz um esporte com uma boa administração. Não são as Arenas que irão mudar o futebol brasileiro e não são os dois grandes eventos esportivos que irão mudar o esporte no geral. Isso se faz com profissionais capacitados e com a aceitação de que estamos muito atrás dos locais de referência nesse assunto.Temos muito que aprender e parece que os responsáveis hoje pelo esporte no Brasil e na América do Sul não estão estudando muito bem. E vocês, o que acham?

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Um comentário em “O futebol, o espetáculo e o marketing esportivo: ainda temos muito que aprender.

  1. Não há como discordar de você neste aspecto. Quando vejo as transmissões da UEFA fico impressionado não só com a qualidade do espetáculo como também a civilidade de quem vai ao campo assistir. Isso é cultural, mas é possível sim, por meio da educação, melhorar a maneira como se produz e se assiste a espetáculos.

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