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O caso da Nike, Twitter e a publicidade disfarçada.

Na última semana saiu em vários lugares sobre a Nike ter uma campanha publicitária no Twitter banida no Reino Unido. O que aconteceu foi que os jogadores Wayne Rooney e Jack Wilshere postaram no dia 1 de janeiro utilizando a hashtag #makeitcount e o link para uma campanha da empresa que os patrocina. Eu fiquei pensando no assunto e achei a maneira que apresentaram o fato um pouco errado. Vamos lá.
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A defesa da Nike é de que os jogadores, por terem o patrocínio, eram livres pra “tuítar” (seja respondendo aos fãs ou dando RT) o que quisessem a respeito da campanha. Então não seria algo combinado para que cada jogador promovesse o #makeitcount. Na verdade não foi a publicidade da Nike que foi banida e sim a prática de dois jogadores supostamente terem feito seus tuítes especialmente para promover a campanha e não deixar isso claro.Eu penso que a publicidade em si teria sido banida se a ASA (Advertising Standart Authority) não afirmasse que bastaria ter algo no tuíte identificando que os jogadores estavam intencionalmente em acordo com a Nike promovendo a campanha. A solução apresentada pelo órgão regulador seria de usar #ad ou #spon (em português a tradução das hashtags seriam propaganda e patrocínio, respectivamente) em cada tuíte que foi feito e assim passaria tranquilamente.
No fundo o que estava sendo atacado era uma prática bem controversa na internet: posts patrocinados sem identificação clara. A Nike não admitiu que foi isso que eles pretendiam, mas todos sabem que acontece direto. Esses tempos li um texto criticando duramente essa prática de ocultar que algo é patrocinado em blogs sobre moda. Quando marcas e formadores de opinião se unem tem tudo para que o resultado seja bom para ambos, mas sempre com transparência. Enganar o leitor, omitir que está sendo pago para publicar algo é uma prática que eu acho muito ruim. Não foi a publicidade que acabou por ser banida, mas uma prática que seria condenada em qualquer ambiente.

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