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O Brasil ainda não entendeu bem a internet.

Imagem retirada do site da Exame.
Imagem do site da Exame.

Sim, o título é polêmico mas creio que é adequado nesse caso. Mais uma vez vemos alguém entrar na justiça devido a materiais que foram publicados na web. Já tivemos o caso da Cicarelli contra o Youtube, de um político de Santa Catarina contra o Facebook e agora a justiça eleitoral, através do TRE-MS, determinou a prisão do presidente do Google no Brasil. O que todos esses casos tem em comum? Materiais que foram publicados e que de uma certa maneira alguém acredita ser prejudicial.

Onde será que está o problema? Nas ferramentas ou nas pessoas que utilizam as mesmas? O Facebook e o Google até tiram páginas do ar, mas somente após uma decisão judicial (e quando esgotar todo e qualquer recurso)! Aliás, isso deveria ser entendido por todos! Tirando o caso do político de Santa Catarina contra a Fan Page chamada “Reage Praia Mole” (leia a matéria do G1 pra entender melhor o caso), nos outros o primeiro erro vem dos próprios reclamantes: a Cicarelli não deveria estar fazendo sexo em um local público (no caso, na praia) e o político do Mato Grosso do Sul errou uma sigla em um programa de televisão (ERRATA: o caso do político que pediu a remoção de um vídeo do Youtube é devido ao conteúdo mostrar através de documentos acusações contra o mesmo que relatavam o pedido feito para que uma amante sua abortasse e de ter batido no filho pequeno)!

A questão toda é que os erros acontecem e com a informação correndo solta eles serão replicados, guardados e se tornarão praticamente eternos na web. O que vale mais a pena: brigar e trazer a atenção negativa ou pedir desculpas e tentar arrumar o erro? Não é nenhum caso que não seja verdade o que foi postado. Nada foi inventado. Nada foi criado. As pessoas tem que começar a aceitar que os seus atos hoje em dia podem acabar registrados na rede. A gestão de crise deveria ser para colocar em evidência as coisas boas de cada um desses que está se sentindo prejudicado e não atacar e trazer esse foco negativo maximizando um problema já existente.

Então vamos processar, mandar prender e tirar do ar toda vez que nos sentirmos prejudicados? Ou vamos pensar antes de agir, vamos ver quem é realmente o culpado, vamos perceber que as ferramentas não são as que nos prejudicam e sim aqueles que estão colocando os conteúdos lá. Tudo que é compartilhado pode até ser tirado do ar e “sumir do mapa”, mas somente depois de uma decisão consolidada! Não com uma liminar. Não sem caber todos os recursos. Vamos aprender a conviver na web e começar a pensar em melhores maneiras de gerir crises quando elas ocorrerem.

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