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O mundo dos aplicativos e a virtualização da realidade

O desenvolvimento tecnológico proporcionou o encurtamento da distância entre as pessoas. Isso porque com o avanço dos meios de comunicação – passando pelo telégrafo, a carta, o telefone e a internet – tornou-se possível, além de atenuar a saudade de familiares e amigos, facilitar contatos profissionais. No entanto, a tecnologia que aproxima os indivíduos, é a mesma que os separa.

Observando algumas pessoas em um pub, alguns fatos curiosos me fizeram parar para pensar como o contato físico vem sendo substituído pelo virtual. Um casal me chamou a atenção: os dois estavam sentados próximos, porém totalmente concentrados à conversa no celular, sem algum entrosamento pessoal. Em outra mesa, dois amigos fazendo uma sessão de selfies, contabilizando as curtidas recebidas.

Essas duas realidades não estão muito distantes à nossa. E isso não só acontece numa mesa de bar, mas também em casa e no trabalho. É cada vez mais comum nos pegarmos imersos ao meio virtual. Estamos gradativamente dando mais importância ao que acontece no universo cibernético.

 

A conversa “olho-no-olho” deixou de ser prioridade. As salas de bate-papo nos computadores evoluíram para os aplicativos de mensagens instantâneas nos smartphones. Os encontros com os amigos tornaram-se listas de grupos de mídias sociais, que podem ser silenciados sem a devida relevância. A paquera foi também reduzida aos aplicativos de azaração, que expõem uma infinidade de opções de escolha sem a necessidade de qualquer contato visual. A realidade é que convivemos com a virtualização das relações pessoais.

Estamos deixando de sentir o mundo real para viver emoções virtuais. Antes de degustar uma refeição, invés de apreciar uma bela paisagem ou até mesmo curtir a presença de pessoas que estão ao nosso redor, estamos mais preocupados em capturar o melhor ângulo, fazer uma boa foto para publicar na internet. Ficamos mais interessados em atualizar perfis nas redes sociais, saber quantos likes e comentários as imagens podem ter rendido, além de manter contato com outras pessoas através de aplicativos, do que encontrá-las e perceber quantas ideias trocamos e quantos abraços nós damos.

Portanto, vale a reflexão. Não se deixe enganar: o melhor da vida acontece off-line. 😉

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