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Minha opinião sobre o YOUPIX Porto Alegre!

Talvez eu não fosse o público-alvo deles ou não tenha entendido bem o conceito do que era o YOUPIX. A única coisa que eu sei mesmo é que eu esperava mais desse festival. Durante os dois dias de evento, 17 e 18 de agosto tiveram momentos bons e outros que eu não gostei muito. Pra desenvolver esse post irei escrever as coisas que não gostei, depois as que eu curti e terminar com uma conclusão.

NÃO CURTI

A ESPM-Sul não me pareceu um lugar muito espaçoso pra receber o YOUPIX. O ambiente lá é muito legal e tudo mais, mas achei que ficou tudo muito “apertado”. Eu já fui com a ideia de que não iria entrar na fila pra tentar um lugar no AUDITÓRIO porque sabia que ficaria lotado rapidamente e preferia assistir as conversas dos outros espaços que eram o LE HUB e DAHORA O HUB. Eu me organizei assim porque as do auditório poderiam ser assistidas pela internet e eu também esperava que essas seriam disponibilizadas online depois de um tempo (e eu ainda espero isso).

Os espaços le hub e dahora o hub eram muito perto um do outro (não sei se é assim em todos os locais que ocorrem o YOUPIX) e aconteceu do som de um atrapalhar a conversa que rolava no outro. O espaço por ser pequeno maximizava o som das conversas aleatórias. Enquanto uns assistiam as conversas propostas muitos outros ficavam pelo pátio conversando com amigos, tirando fotos, brincando na máquina de memes da Coca-Cola, na máquina da VIVO que a cada hora dava 10 camisetas pros primeiros 10 check-in feito nela e mexendo nos seus tablets/smartphones/notebooks. Isso causava um ambiente desorganizado e de certa forma atrapalhava um pouco aqueles que estavam prestando atenção nas conversas com os convidados do YOUPIX.

Outra coisa que me incomodou é o fato de que muitas pessoas que estavam lá, ficavam em seus gadgets durante o tempo todo. Tantas outras nem pareciam estar lá pra olhar as “celebridades” da web falar sobre os assuntos propostos. Sei que hoje vivemos nessa ânsia de estar conectado, de não perder nada que acontece a nossa volta, mas também sei que pra aprender alguma coisa e absorver informações é necessário o mínimo de foco e isso não se consegue conversando com o amigo, mexendo nos gadgets, “surfando” na internet e tentando ouvir o que estão dizendo. Cada um faz o que quer mas eu acho que ir num evento só por ser algo “hype” e “cool” enquanto tantos outros não foram porque tinha encerrado as inscrições não é legal.

Pra terminar, o que me deixou indignado mesmo foi uma conversa que eu esperava muito e me decepcionou demais. Era um bate-papo com Erik Gustavo (o cara que faz o Marcelinho lendo contos eróticos), PC Siqueira, Cauê Moura (do Desce a Letra), Mau Saldanha (do Cabine Celular) e com mediação do Marco Carvalho (diretor do Coisas que POA fala). O tema proposto era “O futuro do conteúdo em vídeo: youtube > tv?”. Parecia muito interessante e no fim falaram de tudo menos sobre isso. O mediador eu achei muito ruim e não soube conduzir a conversa e em alguns momentos era o primeiro a responder as perguntas feitas pela platéia. Acho que também aconteceu o velho fato já notório do “provincianismo” que acontece em Porto Alegre algumas vezes. As pessoas parecia deslumbradas com as “celebridades” e queriam saber sobre os seus vídeos e como elas trabalhavam e não sobre o tema proposto. O que tinha tudo para ser uma conversa muito legal se tornou apenas uma entrevista com ídolos. Não curti.

CURTI

Nem tudo foi ruim. Nas conversas da noite do dia 17 as coisas ficaram melhores. Muito legal a sobre “Gameficação x Badgeficação: quem ganha mais?” que aconteceu no espaço le hub. Depois no espaço dahora o hub rolou uma conversa a respeito da nova lei da internet. Interessante o debate e o que pode mudar nas nossas vidas com a aprovação do Marco Civil. Depois fui pra casa e vi online a entrevista do Piangers, da Rádio Atlântida aqui de Porto Alegre, com o Rafinha Bastos, um momento de descontração e boas risadas. O dia 17 me agradou mais, no geral. Pela manhã vi online as duas primeiras conversas da manhã que ocorreram no auditório: “A função social do barraco” e a “Meme: o negócio ficou sério”. Depois da pausa pro almoço fui pra ESPM ver a que mais me atraiu no segundo dia e ocorreria no dahora o hub: “Blogs, post pago e profissionalização”. Essa conversa envolveu o Cid (do Não Salvo), a Carol Andreis (da Babushka), o Diogo Carvalho (dos Destemperados), o Danilo Miranda (da Preza) e com mediação da minha amiga Guadalupe Albuquerque. Infelizmente não pude ficar mais lá no sábado por ter ensaio da minha banda, mas posso dizer que nesse dia eu saí satisfeito.

CONCLUSÃO

O evento, na minha opinião, poderia ser melhor. No final das contas a primeira impressão ruim foi amenizada com algumas conversas com conteúdos legais e que agregaram alguma coisa positiva além da diversão. Quando eu vou em um evento e vejo gente que ta fazendo algo relevante, espero que as conversas sejam pra ensinar algo e não somente pra dar risada e matar o tempo de duas tardes como se estivesse em um parque de diversões. Vou aguardar saírem (e espero que saiam) os vídeos com as palestras do auditório e ver o que aconteceu por lá melhor. Irei escrever outros posts sobre o assunto focando nas conversas que eu gostei e detalhando melhor cada uma delas (mais 3:  um do dia 17, outro do dia 18 e pra finalizar falando das ações da Coca-Cola e VIVO). Caso alguém tenha ido no de Porto Alegre ou no de outros lugares, gostaria de saber o que acharam sobre o evento! Nos vemos quarta por aqui!

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2 comentários em “Minha opinião sobre o YOUPIX Porto Alegre!

  1. Interessante o comentário. Mas eu já tive essa impressão mesmo antes de ver que ia ter aqui. Parece algo pequeno que realmente não tem estrutura para o evento que proporciona. Não consegui ir dessa vez, mas espero conseguir ir na próxima.

    Infelizmente esse seu comentário sobre pessoas que ficam lá com os seus aparelhos é algo normal e compreensível, na campus Party é ainda pior, as pessoas pagam para fazer a mesma coisa que fazem em casa as vezes. Mas enfim, cada um aproveita o evento como achar melhor… Esses eventos acabam tendo uma diversidade muito grande, de adolescentes, jovens, adultos e até velhos, eu acho.

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