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Limões falantes em um mundo chato

Mascotes são aqueles que servem para dar uma imagem a uma marca ou produto. Eles devem personificar valores ou ideais, servindo para desenvolver um relacionamento com o público de forma mais lúdica. Daí serem engraçados, carismáticos, atraentes e afins. O grande dever deles seria esse, representar uma persona da marca ou produto.

Os limões falantes são mascotes da Pepsi Twist, não é? Têm tudo a ver com o produto, são um “twist” na abordagem da marca trazendo mais caracteres de humor e diversão. Representam e personificam de forma clara a proposta do produto de ser algo inovador para os consumidores e seus respectivos paladares. Tudo ótimo, não é mesmo?

Sim estaria mesmo. Os tais limões nunca foram tão incômodos ou problemáticos, pícaros que fazem o público rir e só isso. O problema foi quando essa abordagem cômica se voltou justamente para o tipo de humor que tem sido questionado pela sociedade atual, ou parte dela. Sendo mais específico, 50 pessoas foi o número de pessoas que denunciaram o último comercial protagonizado pelo limões.

Seria um número quase insignificante frente a todos os consumidores do produto, não? Mas a verdade é que isso tem levantado discussões significativas. Aqueles que se sentiram incomodados com o vídeo, dizem que os mascotes desmerecem ou ridicularizam o movimento de grupos e minorias que lutam contra o preconceito presente em tantas formas de tratamento ou de “humor”. Como se tais lutas fossem desnecessários e apenas deixassem o mundo chato com tanto “mimimi”.

O caso foi posto sob análise e deverá ser julgado pelo Conar ao início de março. Fato questionado por alguns, mas apoiado por tantos outros. De toda forma, pessoas se sentiram ofendidas pelos mascotes. Ou seja, pela própria marca, e isso com certeza não é legal. Possivelmente a ela que precisará de um “twist” na comunicação do produto, algo que a torne menos chata para o mundo de hoje, cada vez menos insensível.

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