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Growth Hacking: você sabe o que é?

growth-hackingO mundo dos negócios costuma criar termos e cargos ao longo do tempo que nada mais são que velhas práticas recicladas. Mudam o nome para parecer novo. É o famoso problema das “buzzwords” que chegam no mercado, viram moda e muitas vezes somem. No caso do Growth Hacking eu pensei a mesma coisa na primeira vez que tive contato com o termo. Minha reação foi: “Ah, mas a ideia dessa atividade não é nada nova”. Apesar de concordar com isso ainda, percebi como é válida e que fico dividido entre duas opiniões: discordo sobre a definição do que é o profissional e concordo com a definição do trabalho. Explicarei em seguida.

Um pouco de história. O termo foi utilizado pela primeira vez por um cara chamado Sean Ellis em 2010 devido a uma necessidade dele em contratar alguém para substituí-lo em uma Startup na qual estava ajudando a crescer. Ele sentiu essa necessidade porque os profissionais de marketing que encontrava tinham um pensamento muito tradicional e não focavam todas suas forças no crescimento, necessárias para uma Startup se desenvolver. Isso é uma coisa importante de salientar: o termo é fortemente ligado ao mundo das Startups, apesar de eu ver que pode ser usado em qualquer negócio. De qualquer forma o próprio Sean Ellis não considera um Growth Hacker melhor que um profissional de marketing, mas diferente. Aqui está o ponto que eu discordo do Sean Ellis.

Um Growth Hacker é sim um profissional de marketing, mesmo que ele seja um engenheiro. Ele faz o que qualquer profissional bom faz. Pode ser diferente se pensarmos em um cara que ainda se prende a coisas do passado e não entrou de vez no mundo conectado que estamos, mas isso faz apenas que um cara do marketing atualizado seja diferente do que um bem tradicional. É quando o marketing encontra a tecnologia. Devido a isso pensei em um primeiro momento que era mais uma palavra da moda para se utilizar no mundo das Startups. Após ler mais sobre o assunto e começar a entender o que estava sendo dito e a lógica por trás da ideia do Growth Hacking percebi como é válido nos dias de hoje, onde me parece que muitos profissionais que entraram no meio digital esqueceram que no fim do dia se a empresa não gerar receita e crescer de nada serviu o que foi feito, independente do foco de sua estratégia.

Quero dizer primeiramente que alguém pode argumentar que determinada ação não necessitava gerar vendas porque era de branding, por exemplo. Concordo que nem tudo precisa diretamente gerar uma venda, mas mesmo uma estratégia de branding, de lembrança de marca só se mostra bem sucedida se ao longo do tempo o consumidor na hora de decidir escolher a empresa que colocou em prática essa estratégia e não a do seu concorrente. E é por isso que a ideia de Growth Hacking me atraiu: o foco é o crescimento. É decidir por caminhos onde se atraia pessoas para o funil de vendas e mova elas ao longo dele para que cheguem no final e comprem o produto ou o serviço. As atividades de um Growth Hacker não serão apenas ver que uma centena de pessoa acessou o site ou compartilhou alguma coisa da empresa no Facebook. Será trabalhar com diferentes aspectos de marketing, podendo ser a ideia de viralização no Facebook, buscando gerar uma receita, gerar o crescimento. Nada será feito em vão.

Essa é uma competência muito importante que os profissionais de marketing atuando no meio digital devem assimilar. O mercado está cada vez mais maduro e está passando o tempo onde métricas de vaidade, focadas apenas em quantidade, continuarão tendo força para mostrar sucesso. Um post do Mashable sobre Marketing de Conteúdo, trouxe algumas previsões sobre o que 2014 espera e um dos itens era justamente dizendo que os profissionais de marketing digital serão cobrados cada vez mais pelo ROI de suas campanhas, principalmente no que diz respeito ao marketing de conteúdo e o social.  A ideia do Growth Hacking é, no meu conceito, a ideia de um profissional que quer gerar crescimento real para empresa através de diferentes ações no meio digital basicamente usando estratégias de Inbound Marketing. Atividades de SEO, SEM, Marketing de Conteúdo, Email Marketing, Social Marketing e todos seus elementos. Tudo isso tem em comum que o investimento é “baixo” (isso não significa nulo ou uma miséria como alguns tendem a pensar) para atingir grandes resultados.

Sempre defendi que tudo que um profissional faz precisa ter o foco em fazer a empresa crescer, precisa gerar receita, precisa monitorar, precisa ter métricas, precisa investir melhor o dinheiro e tudo isso acabou tendo um caminho comum com a ideia do Growth Hacking.

Para finalizar gostaria de deixar um guia do Quicksprout sobre Growth Hacking que foi o mais completo que encontrei sobre o assunto. Vale a pena ler e tirar suas próprias conclusões. Também gostaria dizer que ao pesquisarem provavelmente encontrarão textos como esse do TechCrunch mostrando um lado ruim do Growth Hacking onde profissionais utilizam de práticas como SPAM, Black Hat, compra de comentários positivos, de likes ou de visualização de vídeos no Youtube para “crescer”. Isso acontece e nada mais é que um péssimo profissional executando um péssimo trabalho. O Growth Hacking tendo sua lógica seguida através das melhores práticas do marketing digital, é uma ideia muito interessante.

 

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