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eleições-2014

Eleições de 2014 e as campanhas eleitorais na internet

O ano de 2014 bate à porta e as agências já começam a correr para fazer seus planejamentos para o próximo ano que como sabemos é ano de Copa do Mundo e eleições no Brasil. Então o que esperar do horário eleitoral e das pesquisas no próximo ano em relação à propaganda, marketing político e eventos mundiais?

O fato da copa do mundo de futebol acontecer no Brasil irá repercutir muito nas próximas eleições; vai ter muito candidato falando de infraestrutura, superfaturamento de obras, nacionalismo, assim como os protestos que aconteceram este ano no País, o apoio às reivindicações populares e muito mais relacionando tudo. Veremos muitos perfis de candidatos diferentes e cada um com sua causa ou bandeira, pois o objetivo é convencer em um tempo curto e ganhar votos. “Eleição é marketing, o resto é política”, já diria um ditado conhecido pelos marqueteiros e se enquadra muito bem à essa proposta. Porém, cada eleição tem suas peculiaridades e com as eleições de 2014 não seria diferente, dessa vez o cavalo que muitos apostam é a internet.

Já vemos um grande número de possíveis candidatos fazendo seus perfis nas redes sociais e propagando seus ideais visando, é claro, chamar a atenção do seu possível eleitor. Quando se fala em eleições na internet, logo nos vem à mente como referência as eleições presidenciais dos Estados Unidos, Barack Obama, “Yes, we can!” e tudo mais relacionado e espera-se que no Brasil a propaganda eleitoral tome o mesmo rumo e é o que alguns candidatos buscam nas agências e pensam que só em ter uma conta em determinada rede social irá lhes proporcionar isso, não é bem assim. Qual seria a razão de um determinado candidato ter uma página no Facebook se o eleitor dele não está lá? Seria um planejamento mal feito além de perda de tempo.

É notável que a internet é uma ferramenta crucial em qualquer tipo de comunicação hoje em dia, mas quando se fala em eleições é necessário atentar que a comunicação que se faz para um candidato é diferente da que se faz para um produto. O Marketing Político se iguala muito ao marketing tradicional de produtos por conter todas as suas bases como pesquisa, planejamento, análise SWOT, dentre outras. No entanto a diferença crucial e mais importante é que o “produto” em questão não é um objeto e sim uma pessoa. Não adianta colocar o candidato nas redes sociais e mostrá-lo a todo tempo como se faz com qualquer outro produto. O candidato traz uma ideia política para vender sua campanha e com ela conseguir um cargo público de representação popular.

A responsabilidade nesse caso é maximizada e atentar às oportunidades e planejar bem a campanha pode fazer toda diferença no final das eleições, mas falando em marketing político na internet, é preciso estar saber que no país os eleitores se diferem muito dos eleitores americanos e a internet também tem um conteúdo diferente.

Grande parte da população, principalmente aquela parte que os partidos políticos direcionam suas campanhas ainda não usam a internet como meio de informação e sim de entretenimento. A televisão e as outras mídias tradicionais ainda desempenham um papel importante e decisivo em uma eleição. Essas ainda são os carros chefes dos partidos políticos. Investir em campanhas eleitorais na internet é uma boa opção, mas campanhas prioritariamente na internet talvez não rendesse resultados tão incisivos como os da campanha “yes, we can!” dos Estados Unidos, pelo menos não agora.

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