Skip to main content
qatar coca-cola

Copa 2022 do Qatar: Quem está com o chicote nas mãos?

Um grande evento sempre terá grandes julgamentos. Mas a Copa do Mundo do Qatar – ainda em 2022 – já vem sofrendo duras repressões desde do anunciamento do torneio de futebol naquelas terras. O Qatar irá unir o Oriente e o Ocidente em torno do esporte mais popular do mundo e será a primeira edição no Oriente Médio.

 

Tudo perfeito para a divulgação de marcas, certo? Errado! Entre denúncias de trabalho escravo onde mais de 1200 trabalhadores já morreram por contas das péssimas condições de trabalho e outros tantos se suicidaram, ainda há diversas acusações de trabalho análogo à escravidão nas obras da Copa. São estádios, estradas e novos prédios para suportar a multidão e o calor de 50ºC peculiares do lugar, tudo precisa está feito e alguém tem que fazer, se possível de forma barata, muito barata. E a Copa ainda nem começou!

Este slideshow necessita de JavaScript.

Nem preciso comentar da ação que rolou essa semana na internet sobre as anti-logos dos patrocinadores da Copa do Mundo do Qatar de 2022. Logos de marcas mundiais foram refeitas com o mote da escravidão, uma das formas de alertar ao mundo quanto aos abusos contra os trabalhadores que estão dando forma ao evento.

Viva o lado bom da vida

Publicidade é mantida exclusivamente com verba, aprendemos desde do primeiro semestre da faculdade que publicitários são movidos a criação e a dinheiro. Existe o clássico “pior que advogados, só publicitários”. Mas até onde é ético seguir essa paixão em persuadir sem matar vidas?

Há quem diga que é tudo farinha do mesmo saco, a FIFA e seus anunciantes nos entopem de ilusão em doses exageradas de açúcar, nos vestem com mão-de-obra barata chinesa, fabricam sub-produtos para o nosso bel lazer … é tudo mesmo farinha do mesmo saco?

Das marcas que patrocinará o torneio no Qatar (Coca-Cola, Sony, Budwaiser, Visa, McDonald’s, Adidas e Hyundai) apenas uma decidiu sair dessa equipe, a Emirates retirou o apoio assim que soube dos problemas que envolvem a Copa de 2022.

A FIFA nega os problemas, não existe trabalho escravo, não existe cárcere privado, não existem péssimas condições de trabalho nem muito menos casos de suicido em alojamentos pequenos num calor de 50 graus. Tudo não passa de um grande mal entendido, mas e aí, você está lendo esse texto e pensando: “Putz, uns escrotos!”.

Peraí, comunicador maroto!

Quem consome o produto dessas marcas? Quem se emociona com os comerciais dessas marcas? Quem é fã de alguma dessas marcas? Na real meu caro, quem está patrocinando isso tudo, heim? Antes de sair compartilhando a notícia em suas redes sociais, repensem suas atitudes, seu consumismo. Não falo de papo hipster de que “não ajudarei ao sistema! Eles querem acabar com as nossas vidas”, falo de bom senso.

Quer continuar bebendo sua Bud nos finais de semana? Tomar aquele café rápido no Mc ou continuar correndo com seu tênis Adidas? Show! Você trabalha para consumir, mas pelas caridades, ir a um evento que já começou sujo (para quem não sabe, o Qatar tem problemas políticos tão ou piores que o Brasil) é um tanto quanto egoísta, não acha?

O mundo só irá melhorar se começarmos a fazer a nossa parte, que basicamente é feita por escolhas! Continuaremos fazendo vista grossa e seguimos sorrindo para as câmeras do maior evento esportivo do mundo ou vamos provar para essas grandes marcas que é possível reunir um grande espetáculo com bom senso?

Comente aqui