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Consumo de vídeo passa por segmentação e novos hábitos

Os serviços de vídeo por streaming ou on demand, como Netflix e YouTube, transformaram a relação dos brasileiros com a TV e até com o cinema, mas ainda não substituíram os meios tradicionais de acesso a conteúdos audiovisuais. No entanto, apesar do consumo de vídeo ser uma novidade ele já passa por segmentação de público e motivações. Para 38,8% dos consumidores ouvidos no estudo “Hábitos e Comportamentos dos Usuários de Redes Sociais no Brasil” o motivo para assistir a vídeos no Netflix e similares é flexibilidade de horário. Já 17% dos que se interessaram mais pelo YouTube, Vimeo e similares alegam ser o meio com um bom leque de conteúdo. Estas plataformas se destacam também por permitirem assistir a apenas um trecho do vídeo e conteúdos mais antigos, alegação principal dos acima de 40 anos para preferirem o Youtube.

video - consumoEstas são algumas das constatações do estudo “Hábitos e Comportamentos dos Usuários de Redes Sociais no Brasil”, realizado pela E.life de setembro a dezembro de 2014, por meio de questionários aplicados online, e respondidos por 1059 usuários, que podiam apontar a ordem de preferência no consumo de conteúdos em vídeo. A E.Life é líder em análise de mídia gerada pelo consumidor e interações nas redes sociais e realiza esse estudo já há quatro anos.

 

Pelo estudo, 51% apontaram a TV como a plataforma favorita para assistir a filmes, séries e novelas, sendo que 33,8% alegaram a comodidade como o principal motivo para tal escolha. Em seguida, apareceu o Netflix, com 30% de preferência, e o YouTube, Vimeo e outros correspondentes com 20%.

video - plataformasAo analisar a motivação para o consumo de conteúdo em vídeo por região, o estudo “Hábitos e Comportamentos dos Usuários de Redes Sociais no Brasil” revela que a flexibilidade de horário foi o grande diferencial do Netflix e de serviços semelhantes para 52.9% dos entrevistados da região Sul, para 41.4% da região Sudeste e para 40.2% da região Nordeste. Já para os participantes das regiões Centro-Oeste (34.1%) e Norte (20%), o que mais importou foi a comodidade. Assistir aos vídeos a qualquer hora foi a preferência da maioria do público das regiões Nordeste, Sul e Sudeste – 27,6%, 33,3% e 17,2% – quando questionados sobre o YouTube, Vimeo e plataformas correspondentes. O leque de conteúdo disponível foi alegado pela maioria dos participantes do Centro-oeste e Norte – 20,3% e 14,2%, respectivamente.

Ainda de acordo com o levantamento, no quesito motivação para consumo de plataforma de vídeo por renda, a flexibilidade de horários proporcionada pelo Netflix foi apontada pela maioria das classes A, B e D/E – 45,2%, 50.4% e 40.9%, respectivamente. Para os que disseram pertencer à classe C, o mais importante foi a comodidade. “33,8% das pessoas das classes B e C destacaram que, com o Netflix, não correm o risco de perder capítulos ou esquecer onde eles pararam de assistir”, conta o CEO da E.Life. A flexibilidade de horário também foi destacada pelas classes B, C e D/E, quando os participantes foram questionados sobre o YouTube, Vimeo e serviços equivalentes. Apenas o público da classe A apontou o bom leque de conteúdo e a possibilidade de ver apenas um trecho como diferenciais da plataforma.

video - influênciasO estudo mostrou, também, que a maioria das pessoas foi influenciada por comentários em suas redes sociais na hora de optar por assistir a uma série (26%) e essa influência foi maior entre os jovens de até 19 anos (55,3%). Além disso, 86,5% publicaram ou comentaram sobre séries em suas redes sociais. Para os consumidores acima de 40 anos as influências para assistir a uma nova série vieram mais da publicidade, do hábito de zapear a TV ou de resenhas jornalísticas.

O recorte por região mostra que no Sudeste (27,7%) e no Nordeste (31,5%), o percentual de pessoas que assistiram a um determinado filme influenciado por comentários e discussões nas redes sociais foi maior do que a média das outras regiões do país – 20,5%. Em relação às classes sociais, o conteúdo de vídeos que a classe B acompanhou foi mais influenciado pelos compartilhamentos nas redes sociais do que a média brasileira. Mais da metade dos entrevistados da classe C, ao ter acesso a compartilhamentos sobre o assunto, buscou mais informações em outros meios.

A pesquisa foi feita no período de setembro a dezembro de 2014, por meio de questionários aplicados online, e respondidos por 1059 usuários, que podiam apontar a ordem de preferência no consumo de conteúdos em vídeo. A amostra foi ajustada estatisticamente para garantir a representatividade dos internautas brasileiros apresentados na Pesquisa Nacional de Domicílios 2013 (PNAD/IBGE), e o banco de dados foi ponderado de acordo com renda familiar (por salários mínimos), faixas de idade e região, sendo que no Sudeste a ponderação foi feita estado a estado. A margem de erro máxima da pesquisa é de 3% e o nível de confiança é de 95%.

Além de revelar quais os hábitos e preferências dos brasileiros para consumo de conteúdos em vídeo, o estudo “Hábitos e Comportamentos dos Usuários de Redes Sociais no Brasil” aborda quais foram os dispositivos favoritos dos internautas para acessar a internet; as redes sociais preferidas e os assuntos de interesse em cada uma delas em 2014; as redes sociais como fonte de informações, o atendimento 2.0 e o relacionamento com as marcas nas redes sociais.

Veja mais sobre o estudo Hábitos e Comportamentos dos Usuários de Redes Sociais no Brasil:

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Thiago Acioli

Publicitário, Pós-graduado em Marketing Estratégico e criador do Publicitários Social Club.