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A Coca-Cola está buscando ideias. E precisa da sua.

Parece que a colaboração aberta é mesmo tendência em departamentos de inovação, medialabs e áreas de novos negócios. A compreensão dos rumos que uma marca deve tomar na era do transmídia e do excesso de informação transcende o repertório da maioria de nós, pobre mortais, adeptos dos estudos de comunicação e tendências. Por essa e outras razões, alternativas como as hackathons (que reúnem programadores, designers ou desenvolvedores em encontros com o propósito do desenvolvimento de ideias, produtos e tecnologias inovadoras que atendam a diferentes necessidades de empresas e consumidores) se tornam cada vez mais recorrentes nos planos de ação das grandes corporações. Há muito o que se entender do mundo para dominar algo nele e é melhor contar com a ajuda de quem quer ajudar para prosperar.

A COCA-COLA É UMA DAS EMPRESAS QUE JÁ SACARAM ISSO.

E ela pede seu apoio. A gigante de bebidas divulgou a plataforma Coca-Cola Open Up. Ela já vinha recrutando desde ano passado algumas start-ups de impacto social por meio da sua ação Coca-Cola Up (parte do projeto Coletivo), fechada em parceria com a aceleradora Artemísia. Após a seleção de start-ups, a empresa colhe agora também, por meio desta nova ferramenta online, ideias que aperfeiçoem a experiência do consumo de seus produtos. Como ter sua Coca-Cola gelada e perfeita na hora e no lugar que você quiser?, instiga o site. Nesta nova investida, em parceria com a Innoscience, os autores das ideias selecionadas serão premiados com R$10 mil e apresentarão suas propostas a diretores da empresa no Rio de Janeiro.

O que é mais curioso nisso tudo é que esta plataforma foi divulgada no último mês de abril, em que a empresa “comemorou” também os 30 anos de seu pior erro – a Nova Coca-Cola. Para quem não sabe, em 1985 a empresa lançava a New Coke, uma versão da bebida que pela primeira vez abdicava da clássica fórmula secreta da Coca-Cola. O produto durou 79 dias, rendeu uma enxurrada de críticas que foram tema do blog corporativo da empresa na última semana e figura até hoje no ranking das maiores bolas-fora do mundo do marketing. Atendendo aos pedidos dos consumidores, a empresa voltou atrás e tornou a fabricar a bebida tradicional.

Lição aprendida, 30 anos depois, a empresa dá nova oportunidade para o consumidor colaborar com a concepção de novas ideias. É só mais um exemplo de como as grandes sacadas hoje vêm da interpretação da realidade social e do mercado. E é também um exemplo de que, embora as novas tecnologias incentivem a difusão sem qualquer critério seletivo de ideias sobre os mais diversos assuntos, as boas ideias ainda são raras. E estão sendo remuneradas por quem entende do negócio.

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Ricardo Fernandes

Profissional freelancer de conteúdo e RP. Formado em publicidade, pós graduado em marketing e comunicação integrada. Publicitário, marketeiro e escorpiano. São Paulo/SP