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guaraná black

Afinal, do que é feito o Guaraná Black?

Pouco antes do Carnaval 2015 a Ambev anunciou a chegada de um novo produto: O Guaraná Antarctica Black. A marca estimulou internautas a postarem a hashtag #SeJogaNoEscuro para desvendarem o lançamento e criou até um site de pré-venda em que o consumidor adquiria o produto às cegas. Tudo massa, até que…

O Guaraná Antarctica Black enganou o consumidor?

Até que uma breve lida na embalagem do Guaraná Black cravou dúvidas de consumidores quanto a mistura do tradicional refrigerante com o “sabor açaí”, isso tudo por não conter a fruta na lista de ingredientes do produto. A ausência gerou polêmica nas redes sociais e a Ambev foi alertada pelo CONAR (só ele recebeu 40 denúncias) e pelo Proteste sobre as dúvidas quanto à composição do produto.

A utilização da expressão “sabor…” é permitida pela norma (Informe Técnico ANVISA nº 26/07), e seu uso publicitário, inclusive com alusão, imagens e etc ao próprio produto (açaí, no caso) é plenamente autorizado pelo Conar“, informou a Proteste, que apresentou no início do mês ao Conar uma denúncia de propaganda enganosa contra o refrigerante, solicitando alterações da rotulagem e das campanhas publicitárias do produto.

A Ambev decidiu fazer alterações no material de divulgação da bebida “para sanar qualquer eventual dúvida”. E daqui a seis meses, teremos latinhas com as informações corretas de “aroma natural de açaí” e “aroma natural de guaraná” e não apenas a palavra “aromatizante”.

Sou daquelas publicitárias que acredita no potencial do CONAR, mas quando a mesma é favor do consumidor. Esse caso do Guaraná Black é um exemplo de omissão de informação e alusão quanto ao produto. Ponto para o CONAR! Mas quem dera o CONAR pudesse focar sempre em (verdadeiros) problemas como esse e não se perdesse em picuinhas entre marcas, onde é praticamente impossível ir além do feijão com arroz nas campanhas brasileiras.

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