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Estratégia de Marketing e as Mídias Sociais

A estratégia de marketing e as mídias sociais

Hoje estava lendo uma matéria no eMarketer sobre uma análise da relação dos esforços de marketing nas diferentes mídias sociais e o resultado me chamou a atenção. Vale lembrar que o estudo foi feito no Reino Unido, França, Alemanha, Austrália e Estados Unidos, mas acredito que se estudássemos o Brasil chegaríamos a resultados parecidos. A questão toda da análise feita era saber se os responsáveis pela estratégia estavam escolhendo os melhores locais para colocar seu esforço ou simplesmente estavam fora de sincronia de onde os usuários estavam. O resultado foi o seguinte:

Vemos que no caso do Facebook e Youtube os esforços estão de acordo com o local onde os usuários estão, mas nos casos do Google Plus, Twitter, LinkedIn, MySpace e Tumblr, existe uma falta de sincronia. Claro que alguém pode dizer “cada caso é um caso e temos que saber qual é o objetivo do profissional”. Sim, concordo, mas me parece que estamos perdendo tempo em alguns lugares que já não são mais os melhores para se focar. Eu percebo que o Twitter já não tem a mesma interação que antes, ou seja, pode ser importante pra uma ação pontual, mas será que merece uma atenção muito alta em detrimento do Youtube, onde os usuários estão mais presentes?

Será que realmente precisamos dar tanta atenção ao Google Plus? Ou estamos presos a eles pelos números de usuários esquecendo que apenas a quantidade de gente não quer dizer nada. Hoje eu acho que o Pinterest é muito mais atrativo para diversos segmentos para se colocar um esforço mais alto de marketing do que o Twitter. Não quero entrar naquele papo estilo “o Orkut morreu” e dizer que não se deve dar atenção para todo o ambiente das mídias sociais. Claro que precisamos ter essa visão ampla na hora de planejar, mas a questão aqui é otimizar nosso esforço. Saber quais os locais mais interessantes e as características de uso de cada um. O Facebook me parece ser o único que está se tornando o “você tem que estar lá”. Claro que se for entrar é pra fazer um trabalho bem feito e não simplesmente criar a página. Qualquer coisa menos que isso, então é melhor ficar de fora. Tem que estar na cabeça de quem toma a decisão que é um local interessante de se estar presente.

Uma coisa que eu faço sempre é entrar em tudo que é mídia social que aparece. Dou uma olhada em todas as ferramentas disponíveis e analiso com meu perfil pessoal o que elas poderiam oferecer a alguma empresa e como poderia ser a melhor forma de usá-las. Acho que talvez falte um olhar mais crítico do que nos está sendo oferecido e como cada ambiente muda rapidamente. As pessoas migram, se adaptam e após aprenderem com o uso vão se estabilizando em um comportamento mais semelhante. Como sugeri antes, acho que nos prendemos muito ao número de usuários e esquecemos da importância dos nichos. Não é porque o Google Plus tem uma multidão que ele seja mais interessante que uma mídia social com menos gente mas com mais usuários engajados, por exemplo.

Minha dica é para que os profissionais que precisam tomar essas decisões entrem nas mídias sociais que vão tomando conhecimento. Não precisa ser em todas, porque é difícil de ficar sabendo de todas que existem, mas sempre que “tropeçar” em alguma pelo caminho olhar. Não tem ninguém ainda? Continua lá, monitore, entenda e veja se algo está mudando.  Eu por exemplo ainda estou no Orkut e não pretendo sair. Hoje, muitas marcas poderiam se beneficiar dos fóruns se tivessem mantido um foco nisso. Era saber como usar. Os usuários não parecem interagir entre eles pessoalmente e sim nas comunidades. Essa é a grande mudança que ocorreu no Orkut com o fortalecimento do Facebook. Aqui no Brasil os clubes de futebol deveriam olhar com carinho pois as maiores manifestações entre torcedores ocorrem lá. Vou dar o exemplo do Grêmio, que é meu clube. Muito do que a página oficial faz no Facebook é debatido no Orkut. Muito dos sucessos na web do clube começaram pela mobilização da torcida em um lugar que tem “profissional” que olha com preconceito. O mais importante é entender o contexto, assim não perderemos tempo em lugares que nossos esforços irão passar em branco.

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